Maternidade, Sem categoria

Para onde vai o sono quando se tem filhos?

Hoje falo como mãe.

Das noites que já deviam ser diretas aos 19 meses. Do leite que já não devia beber durante a noite. Do quanto anseio pelo dia em que a Maria Henrique durma sem que (me) interrompa o sono.

Penso que esta ansiedade está ajudar a prolongar a coisa. Eles (os filhos) não são mais do que um prolongamento do nosso estado emocional.

Se há coisa que me afeta é o sono. O excesso dele, neste caso.

“Quando fores mãe, mudas! Habituas-te!”. Mentira. Não mudas. Não te habituas. Lutas contra o teu mau humor e falta de disponibilidade mental para estares disponível emocionalmente para com a tua filha. E tem dias que custa.

Mas depois, aquele colo que dás em que ela te abraça intensamente a dizer “olá mãe”, a boa disposição e as graçolas que faz e diz, desarmam-te. Arrependeste-te dos pensamentos que tiveste durante a noite quando ela te acorda. E aí pensas, que tudo o que ela te dá de bom é infinitamente superior e incalculável no amor que se transmite. É contagiante.

Aliás, esta coisa do amor por um filho, bem… Chega a ser sufocante de tão grande e poderoso que é. É um amor que cura. Que repara qualquer coração de mãe com sono.

Quem mais pertence ao grupo das mães com sono? Alguém aí se acusa?

Acho que seria uma ótima ideia criar uma Associação, sim uma Associação sem fins lucrativos das Mães com Sono. Só para podermos ir para lá dormir. Era isso.

 

Vera Oliveira

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