Está na moda ser saudável. Ter hábitos, rotinas, alimentação e práticas saudáveis. E ainda bem que assim é. Inspiramo-nos uns aos outros para sermos seres melhores. Por fora e já agora por dentro. Apesar de eu achar que muitas pessoas procuram como resultado das suas práticas saudáveis aqueles 10020 likes nas redes sociais, com as fotografias que colocam a cada minuto sobre-o-que-come-o-que-veste-o-que-faz-no-ginásio-o-que-bebe-o-que-não-sei-que-mais. Mas o que interessa é ser-se saudável.

A minha experiência de vida quanto à prática saudável de desporto não tem sido a mais feliz e digna de exemplo. Enquanto estudante sempre fiz parte de equipas de escola de andebol, voleibol, dança jazz e amava. Quando entrei na faculdade, todas essas atividades acabaram. Nunca mais ingressei em nenhum desporto coletivo. No fim da faculdade começou a nascer a necessidade de fazer algo em prol do meu bem estar físico e lá me inscrevi no primeiro de muitos (que viriam a ser) ginásios. E descobri uma coisa: não gosto de frequentar ginásios. Não gosto de fazer exercício físico em máquinas, de contar quantas séries faltam para acabar a dor física, da música que passam, o ambiente enfim, de tudo.

Ao longo dos anos, lá fui fazendo novas inscrições na esperança do “agora é que é e vais ver Vera que vais gostar” mas nada. Desistia pouco tempo depois. A frustração acumulada é já alguma e admito, que invejo todas aquelas pessoas que não vivem sem a sua ida ao ginásio. Eu juro que também gostava de ser assim. As tentativas de fazer corridas sozinha, também não surtiram grande efeito, pelo cariz solitário que se impunha e que me deixavam deprimida.

Depois de ter sido mãe (há 20 meses), não há corpo perfeito (sem fazer exercício físico) que aguente e claro as mazelas estão à vista: celulite que salta fora e flacidez que treme qual gelatina Royal. Sinto-me mal, mal com o que vejo no espelho, mal por me cansar facilmente, mal por não ter a energia suficiente que o desporto tanto ajuda nessa área.

Resolvi pôr mãos à obra e refleti profundamente, sobre como começar a fazer exercício físico, de forma regular, sem desistências e com motivação. E descobri. Finalmente descobri. Fazer exercício físico em casa com a ajuda de vídeos do youtube, num horário regular, de segunda a sexta feira. Descobri um canal que se chama Exercício em Casa (podem ver aqui) com imensos vídeos de mais ou menos 30 minutos para trabalhar todas as zonas do corpo.

E do nada, descobri que o que realmente gosto é de praticar exercício em casa, por períodos curtos mas intensos, a ouvir música que gosto, e com o extra de ter a minha filha ao lado a tentar imitar-me. Sei que ainda tenho uma longa batalha para por em dia os anos que este corpo leva em falta, no exercício físico. Mas o mais importante, é sentir-me motivada, com energia após cada treino e fazê-lo com vontade! Agora sim. Sinto-me mais feliz, mais realizada. Não imaginam o quão mal, eu me sentia por nunca levar avante as minhas idas aos imensos ginásios que frequentei.

Mas porque é que nunca tinha tentado isto antes? Não sei. Provavelmente, pelo desacreditar que alguma coisa me agradasse no que concerne à prática de exercício físico.

Que o testemunho da minha real life vos sirva de certo modo de identificação em algum ponto, ou então de inspiração, pois o dia da vossa mudança pode começar a qualquer hora.

 

Vera Oliveira

3 Responses

  1. Olá Vera. Identifico-me com este seu post. Eu também só há pouco tempo encontrei uma forma de fazer exercício físico que gosto e é em grupo ao ar livre 😊 Se quiser e tiver interesse pode consultar o meu blog “saudavelmente apaixonada”. Obrigada por partilhar a sua história.

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