psicopedagogia

Estratégias para lidar com os TPC do seu filho

O que acontece actualmente, é que além de, em muitos casos, os trabalhos para casa, serem excessivos, os pais veem-os como um problema e assumem demasiada responsabilidade pelo trabalho escolar do seu filho.

A criança/adolescente torna-se completamente dependente dos pais na gestão do trabalho e criam-se conflitos diários que perturbam os finais de tarde na dinâmica familiar.

Para mudarmos o ciclo da coisa, temos que entender que, quando a criança ganha uma nova motivação para a realização dos TPC, existe sucesso. Esse sucesso, porém, é directamente influenciado pela paciência e confiança que deposita nas capacidades do seu filho.

  • Primeira Estratégia

A responsabilidade pela realização dos TPC tem que ser dada ao vosso filho. Sente-se com ele e explique-lhe exactamente isso. Diga que se apercebeu que estava a assumir uma responsabilidade que não era sua e que a quer devolver. Afirme que acredita que ele tem capacidade, competência e inteligência para ser dono dessa tarefa e que, sempre que precisar de ajuda, basta pedir. Questione-o acerca do que sente em relação a isso. E definam, caso verifique algum desconforto, insegurança, como será essa ajuda que possa vir a necessitar.

  • Segunda Estratégia

Em função das necessidades psicológicas do seu filho, veja como ajudar nesta conexão ao estudo e à realização dos TPC. Há crianças que não gostam de estar sozinhos a fazer os trabalhos, outras gostam de ter uma música de fundo e estar sozinhas, outras gostam de fazer os trabalhos sempre à mesma hora e no mesmo sítio e outras gostam de ir ouvindo a mãe/pai a dizer “eu estou aqui”,…

Se soubermos como os nossos filhos funcionam em termos de organização psicológica, será “meio caminho andado” para a redução de conflitos e maior autonomia e confiança da parte deles.

  • Terceira Estratégia

Se o seu filho precisar de ajuda, tem de estar mesmo lá. Sem estar a pensar no jantar, nos e-mails que tem de enviar. Ele tem de sentir a sua total presença, confiança, vontade e disponibilidade para ajudar. Sem julgamentos. Não pode haver tensão no ir ajudá-lo sem grande vontade, senão é certo que a coisa vá correr mal!

  • Quarta Estratégia

Com as estratégias já ditas anteriormente, faça um plano com o seu filho. Perceba as necessidades dele, a logística necessária, do que precisa, o que ele quer, o que não quer, de quanto tempo necessita,…

Enquanto estipulam o plano, sugira começar pelo mais difícil e acabar no mais fácil.

Outra coisa muito importante, são as pausas. Planear as pausas. Se o seu filho vai estar ali uma hora a fazer os TPC, é bom que perceba que as pausas têm que acontecer. Estipule-as logo de início.

  • Quinta Estratégia

Mostre interesse pelo trabalho dele, revendo o que fez. Estamos aqui para desenvolver a independência e autonomia.

O mais importante é o momento em que o seu filho acaba os TPC. Facilmente perceberá os benefícios para todas as necessidades principais. A criança que precisa de reconhecimento sente-se reconhecida, a que precisa de segurança e controlo sente-se mais segura, a que precisa de conexão tem um momento de ligação e a que precisa de experiência pode ter oportunidade de falar e contar o que fez.

Como algumas crianças que têm baixos resultados sentem dificuldades em pedir ajuda, este momento pode ser de extrema importância. Outras podem ter o hábito de estar sempre a solicitar ajuda. Nesses casos é importante comunicar os seu limite: “Estás a sentir-te inseguro com as contas de matemática. Concentra-te mais um pouco ou escolhe outra tarefa para fazeres agora. Eu vou começar a preparar o jantar e, enquanto faço isso, trabalhas sozinho. Daqui a 15 minutos sento-me ao teu lado, 100% disponível para ti.”

Adapte-se ao ritmo de desenvolvimento do seu filho.

Olhe para ele como um todo, com as suas necessidades em mente e veja como é que pode apoiar o seu progresso na escola da melhor forma. Sem comparações, sem julgamentos. Se o guiar de uma forma consciente, estará a contribuir para o desenvolvimento de uma auto estima saudável.

 

Vera Oliveira

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