Quando as aulas terminaram em Junho, muitas crianças e pais descansaram tendo ficado satisfeitos com os resultados escolares finais. Em Setembro, irá surgir a alegria de voltar novamente à escola para rever os amigos e aprender mais coisas boas (para as crianças) e, para os pais irão surgir as preocupações normais: comprar material escolar, eventualmente acontecer uma mudança de escola com a mudança de ciclo e voltar à rotina de sempre.

Porém, existe uma fasquia considerável de crianças e pais que vivem dilemas acrescidos. No final de ano que passou, alguém ficou retido, alguém passou mas com dificuldades na leitura ou escrita ou aritmética, alguém passou com uma ou outra negativa que persiste.

No ano lectivo que passou, alguém teve muita dificuldade para aprender, pouca motivação para estudar e muita frustração por não conseguir alcançar o pretendido. Muita dificuldade para estar atento, para fazer os trabalhos de casa, muito choro para não ir à escola. Muitas chamadas de atenção do professor, algumas reuniões a alertar para as dificuldades que se manifestavam no aluno.

O mês de Setembro, não trará grandes alegrias para esta criança que volta à escola, nem para os pais angustiados que consideram que o seu filho não gosta de estudar e nada conseguem fazer para o mudar.

“É preguiçoso”, “Não gosta de estudar”, “Porta-se mal na sala de aula”, “Perturba a dinâmica da sala de aula”, “Tem que estudar mais”, “Não tem métodos de estudo”, “quando quer até lê bem”, “Quando está atento, consegue fazer bem à primeira”, “Já o coloquei em explicações, mas nem assim”,… Poderia continuar num sem fim de frases que pais e crianças ouvem, que têm dificuldades de aprendizagem.

Para os pais que se identificam com estes discursos e que vivem momentos de angústia, por não saber o que fazer pelo seu filho que tem dificuldades em aprender, tenho algumas coisas a dizer-vos:

As Dificuldades de Aprendizagem na leitura (Dislexia), na escrita (Disortografia) ou no Cálculo (Discalculia), existem, são reais. E as crianças que apresentem estas dificuldades, precisam de ser avaliadas para serem, em primeiro lugar, compreendidas e de seguida, orientadas, ajudadas. A frustração e desmotivação só irão aumentar, à medida que os anos lectivos avançam.

Quantos de vocês pais, quando tiveram a idade dos vossos filhos, não tiveram colegas de escola que simplesmente não aprendiam e desistiam da escola por “serem burros”, “a escola não ser para eles”? Se calhar, vocês próprios tiveram dificuldades de aprendizagem e seguiram os estudos com muita dificuldade, sempre detestando a escola.

Não deixem que mais um ano lectivo passe. É possível reatar o gosto pela escola, pela aprendizagem, com as orientações certas!

Para avaliação psicopedagógica, visite o meu site http://www.veraoliveira.com.pt

 

 

Vera Oliveira

 

Leave a Reply

Discover more from Maria Furacão by Vera Oliveira Silva

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading