Lifestyle

E tu, em que acreditas?

Trinte e oito anos de vida, treze de experiência profissional e dois anos de maternidade, levam-me a gostar de pensar na vida que vejo à minha volta.

Acredito que há energias boas e energias más. Somos energia. Acredito que o que eu faço e sou para os demais, influencia a sua forma de estar e ser para comigo. O mesmo acontece ao contrário. Acredito que não somos perfeição, mas que a procuramos incessantemente e nos culpabilizamos lá no fundo do nosso íntimo.

Acredito que as crianças merecem e devem ser felizes. Acredito que a escola em Portugal (de uma forma geral) não funciona adequadamente, como está no papel. É burocracia a mais, interesse a menos. São pais que querem que os seus filhos sejam felizes e são escolas que exigem muito. Continue reading “E tu, em que acreditas?”

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Como Motivar para o Estudo?

Agora que as aulas estão a começar há que pensar e planear o que é que vão mudar na vossa forma de educar para o estudo. Pais e professores. O que é que correu mal, no ano lectivo passado? Porque é que no momento de estudar, acontecia sempre discussão, gritos e castigos? A moeda final, acabou por ser a lei das ameaças, das promessas “se estudares, dou-te algo” ou “se tirares boa nota dou-te algo” e o “tem de ser ponto”.

Este ano será diferente. Vamos lá então reflectir na forma como vemos o processo educativo. Continue reading “Como Motivar para o Estudo?”

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Recomeços Escolares – Setembro… Um mês para amar ou odiar?

Quando as aulas terminaram em Junho, muitas crianças e pais descansaram tendo ficado satisfeitos com os resultados escolares finais. Em Setembro, irá surgir a alegria de voltar novamente à escola para rever os amigos e aprender mais coisas boas (para as crianças) e, para os pais irão surgir as preocupações normais: comprar material escolar, eventualmente acontecer uma mudança de escola com a mudança de ciclo e voltar à rotina de sempre.

Porém, existe uma fasquia considerável de crianças e pais que vivem dilemas acrescidos. No final de ano que passou, alguém ficou retido, alguém passou mas com dificuldades na leitura ou escrita ou aritmética, alguém passou com uma ou outra negativa que persiste.

No ano lectivo que passou, alguém teve muita dificuldade para aprender, pouca motivação para estudar e muita frustração por não conseguir alcançar o pretendido. Muita dificuldade para estar atento, para fazer os trabalhos de casa, muito choro para não ir à escola. Muitas chamadas de atenção do professor, algumas reuniões a alertar para as dificuldades que se manifestavam no aluno.

O mês de Setembro, não trará grandes alegrias para esta criança que volta à escola, nem para os pais angustiados que consideram que o seu filho não gosta de estudar e nada conseguem fazer para o mudar.

“É preguiçoso”, “Não gosta de estudar”, “Porta-se mal na sala de aula”, “Perturba a dinâmica da sala de aula”, “Tem que estudar mais”, “Não tem métodos de estudo”, “quando quer até lê bem”, “Quando está atento, consegue fazer bem à primeira”, “Já o coloquei em explicações, mas nem assim”,… Poderia continuar num sem fim de frases que pais e crianças ouvem, que têm dificuldades de aprendizagem.

Para os pais que se identificam com estes discursos e que vivem momentos de angústia, por não saber o que fazer pelo seu filho que tem dificuldades em aprender, tenho algumas coisas a dizer-vos:

  • O vosso filho, muito provavelmente, terá alguma dificuldade de aprendizagem específica. O “síndrome da preguiça” como costume chamar é apenas um sintoma dessa dificuldade;
  • O vosso filho está em sofrimento e precisa de ajuda especializada. Uma criança com um desenvolvimento cognitivo e emocional normal, que quer aprender mas não consegue e não percebe o porquê, vai ficar revoltado, vai frustrar, vai desmotivar, vai desinteressar-se, vai desinvestir;
  • O vosso filho vai estar mais desatento, vai estar com um comportamento alterado, pois não consegue sentir prazer nas tarefas escolares, nem tirar significado do que faz e como o seu cérebro ainda está a desenvolver-se, a capacidade para saber lidar com a frustração ainda é baixa;
  • O vosso filho precisa que alguém se sente com ele e lhe explique o que se passa dentro da sua cabecinha, o que acontece no seu cérebro quando quer juntar as letras e não consegue ler. Precisa de entender para compreender e acalmar a sua frustração;
  • O vosso filho precisa de estratégias, formas e métodos diferentes de aprendizagem, que farão mais sentido ao seu cérebro;
  • O vosso filho precisa de professores e pais informados para se sentir compreendido;
  • Vocês pais precisam de alguém que vos explique o que é isto das Dificuldades de Aprendizagem;
  • Vocês pais precisam de tirar a culpa de cima de vocês.
  • Vocês pais precisam de alguém que vos oriente.

As Dificuldades de Aprendizagem na leitura (Dislexia), na escrita (Disortografia) ou no Cálculo (Discalculia), existem, são reais. E as crianças que apresentem estas dificuldades, precisam de ser avaliadas para serem, em primeiro lugar, compreendidas e de seguida, orientadas, ajudadas. A frustração e desmotivação só irão aumentar, à medida que os anos lectivos avançam.

Quantos de vocês pais, quando tiveram a idade dos vossos filhos, não tiveram colegas de escola que simplesmente não aprendiam e desistiam da escola por “serem burros”, “a escola não ser para eles”? Se calhar, vocês próprios tiveram dificuldades de aprendizagem e seguiram os estudos com muita dificuldade, sempre detestando a escola.

Não deixem que mais um ano lectivo passe. É possível reatar o gosto pela escola, pela aprendizagem, com as orientações certas!

Para avaliação psicopedagógica, visite o meu site http://www.veraoliveira.com.pt

 

 

Vera Oliveira

 

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As férias e os TPC’s…

Como psicopedagoga nunca fui a favor de trabalhos escolares em tempo de férias. Por isso é que se chamam férias. Para se descansar do ritmo alucinante e da carga horária excessiva das aulas e matérias. Para se fugir à rotina escolar. Para brincar, dormir e não fazer nenhum.

Se nós adultos quando estamos de férias, desligamos ou tentamos desligar ao máximo, das nossas tarefas profissionais, para quê? para descansar e recarregar baterias,  por que raio os miúdos não hão-de fazer o mesmo? Continue reading “As férias e os TPC’s…”

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Os tablets, a televisão e as crianças. O que diz a ciência?

Mal os filhos nascem, é a televisão que muda eternamente para o baby TV e Panda, são as musiquinhas e jogos interativos no tablet, para por um lado, termos tempo para tratar de nós enquanto ficam colados ao ecrã, ou porque é mais fácil entreter o bebé que chora ou a criança irrequieta, ou por outro, porque achamos que é estimulação boa que estamos a dar aos nossos filhos.

Ora bem, vamos então falar um pouco sobre o que a ciência diz. Isto porque, nesta área o que vejo, é pouco bom senso. Televisão demasiado tempo ligada (mesmo que seja “só” a fazer barulho de fundo) e demasiado tempo de tablet à frente de uma criança.

Eu sei… é mais fácil termos uma criança entretida com o tablet nas refeições, enquanto estamos a conversar com alguém ou enquanto estamos a falar ao telemóvel, por exemplo. “É só por um bocadinho! Não faz mal a ninguém!” pensamos nós. Eles ficam calmos e serenos (achamos nós) e nós satisfeitos por toda a calma e tranquilidade que estes aparelhos passam para as nossas crianças. O perfeito babysitter. Mas se formos juntar todos esses “bocadinhos” ao longo do dia, ficarão assustados com o número total de horas que vai dar no final. Continue reading “Os tablets, a televisão e as crianças. O que diz a ciência?”

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Psicomotricidade e Dificuldades de Aprendizagem

No post anterior O que os pais precisam de saber sobre a Psicomotricidade explicou-se o que era a psicomotricidade e os seus elementos principais.

Hoje irei falar sobre as principais dificuldades de aprendizagem que podem surgir quando o desenvolvimento psicomotor não decorre dentro do esperado.

A praxia é a função que permite a realização de gestos coordenados e eficazes e  resulta da integração sistémica de processos motores, processos afetivo-emocionais e também de processos cognitivos.

A noção de praxia está associada à noção de aprendizagem, de experiência, de repetição variada, de treino para ganhar automatismos e flexibilidade.

“só nos podemos tornar pianistas tocando assiduamente piano” Continue reading “Psicomotricidade e Dificuldades de Aprendizagem”