Maternidade, psicopedagogia

DIY – Jogos caseiros para estimular o seu filho.

Desde que sou mãe, que me preocupo em procurar boa informação sobre as diferentes fases de desenvolvimento da criança. Enquanto profissional, o meu âmbito de trabalho foi sempre crianças a partir dos seis anos, o que quando me vi com um bebé no colo, fiquei bastante assustada por não saber o que era suposto acontecer naquela fase.

Conhecendo bem a fase de desenvolvimento em que uma criança se encontra, consegue-se perceber mais de metade dos dilemas que acontecem, conseguindo responder de forma mais eficaz, mas acima de tudo, de forma mais segura e tranquila.

Para além de ser importante conhecermos as fases de desenvolvimento é, igualmente importante (mais aliás), desenvolvermos uma relação de verdadeira presença enquanto pais. Estarmos e sermos presentes.

Uma forma natural de fortalecermos esse vínculo é brincando com eles. A nossa presença é o elemento essencial para eles nesse mundo da brincadeira e da partilha. Continue reading “DIY – Jogos caseiros para estimular o seu filho.”

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Estratégias para Estimular a Consciência Fonológica lá por casa.

Tenho muitos pais que perguntam como podem ajudar a melhorar a leitura dos seus filhos em casa. Estes filhos, regra geral, sentem muitas dificuldades a iniciar o processo de leitura e não conseguem acompanhar o conteúdo programático. Então, o professor recomenda aos pais “que o seu filho tem que ler mais em casa, tem que ser estimulado em casa pelos pais”. Então “estes” pais, claro está, tentando dar o seu melhor como agentes responsáveis no processo educativo do seu filho, colocam os filhos a ler mais. E os filhos continuam com as mesmas dificuldades e começam a odiar ler, seja o que for.

Sofrem deste cenário aí por casa?

Então relaxe um bocadinho e leia até ao fim este post. Hoje vou tentar explicar como se processo a leitura e como devemos, sim, estimular a leitura em casa, mas de forma correta!

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A Atenção, a Criatividade e a Motivação Escolar – Estratégias para melhorar a concentração

Estudar convenientemente requer concentração. Qualquer aluno motivado e interessado, terá certamente mais facilidade de aquisição de conhecimentos. É um facto.

Mas para um aluno se sentir motivado, é importante que tenha uma boa imagem de si próprio. O aluno deve acreditar que é capaz, pois se assim acontecer o aluno exerce uma influência positiva nas suas acções, o que irá traçar um perfil da sua imagem pessoal.

Aliás, a auto-estima da criança é uma condição muito importante na questão da motivação escolar e por sua vez, na influência que tem na atenção/concentração do mesmo.

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Estratégias para lidar com os TPC do seu filho

O que acontece actualmente, é que além de, em muitos casos, os trabalhos para casa, serem excessivos, os pais veem-os como um problema e assumem demasiada responsabilidade pelo trabalho escolar do seu filho.

A criança/adolescente torna-se completamente dependente dos pais na gestão do trabalho e criam-se conflitos diários que perturbam os finais de tarde na dinâmica familiar.

Para mudarmos o ciclo da coisa, temos que entender que, quando a criança ganha uma nova motivação para a realização dos TPC, existe sucesso. Esse sucesso, porém, é directamente influenciado pela paciência e confiança que deposita nas capacidades do seu filho.

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O Cyberbullying – O que os Pais precisam de saber

No passado dia 20 assinalou-se o dia mundial do combate ao Bullying. Um tema que, infelizmente, está cada vez mais na moda, que afecta milhares de jovens e  deixa pais desamparados sem saberem qual a melhor forma de actuar.

Porém, existe um abusivo uso desta palavra entre jovens e pais, que nem sempre é utilizado com precisão. Episódios transitórios de agressividade nas escolas são uma constante e devem ser entendidos no seu contexto da normal interacção entre jovens. Pelo facto, do seu filho ter sido agredido na escola por um colega pontualmente, fruto dum arrufo no intervalo escolar, não deve, a situação, ser rotulada como ato de Bullying.

O Bullying é algo mais profundo, mais devastador em termos físicos e/ou psicológicos. O Bullying pressupõe um conjunto de comportamentos sistemáticos de agressão deliberada, voluntária e prolongada no tempo, que visam exercer danos e tirar prazer dos prejuízos. O agressor sabe que vai voltar a agredir, a utilizar a violência para intimidar e manter o domínio territorial. Não se trata de um descontrolo momentâneo ou de uma zanga ocasional, é raiva sistemática utilizada com intenção.

Mas se há dez, quinze anos atrás, falava-se apenas em Bullying, em que a agressão acontecia exclusivamente em contexto escolar, atualmente, a criança que é agredida na escola, poderá continuar a ser abusada pelo agressor em casa, através do uso da tecnologia.

Entramos então, num novo mundo de agressão – o Cyberbullying – mais devastador em termos psicológicos.

O Cyberbullying constitui uma forma de agressão intencional, utilizando formas electrónicas de contacto, de forma repetida, para deliberadamente agredir, perseguir, intimidar, ameaçar, humilhar alguém que não se consegue defender facilmente.

Enquanto que num espaço físico, o que é agredido pode ter formas e estratégias para evitar o que abusa e pôr fim à dinâmica, no mundo virtual, a exposição e a humilhação que daí resultam, têm um peso mais profundo na dor psicológica do abusado. Na Internet, tudo fica perpetuado e exposto para uma rede sem fim de pessoas.

O que os pais precisam de saber? O que precisam de fazer?

Os pais têm que ter uma clara consciência que a partir do momento que permitem que o filho aceda à tecnologia seja através do computador, tablet ou telemóvel, ele fica exposto. Como tal, é crucial que desde o primeiro momento, os pais estabeleçam algumas regras de forma a prevenir o Cyberbullying.

  1. Definir Regras

É extremamente importante estabelecer regras de utilização. É importante que estabeleçam de forma clara, quais os sites que o filho pode aceder e que esses sites tenham o controlo parental. É importante escreverem essas regras para que haja um conhecimento e consentimento de ser responsável, ser respeitoso e ser respeitável. O local onde utiliza os dispositivos electrónicos é outro factor a considerar. Os pais deverão evitar que o filho esteja sozinho no quarto a navegar na Internet. Deverá fazê-lo num local da casa, em que todos circulem ( a sala, por exemplo) de modo a que os pais possam passar e ver o que o filho está a fazer. Não precisam de estar “em cima”, mas é importante que ao circularem na divisão, percebam ao que ele está aceder.

2. Promover o Diálogo e o Debate

No sentido de prevenir o Cyberbullying, é importante que os pais promovam um diálogo que vise estabelecer linhas de comunicação e fortalecer a confiança para que os seus filhos se sintam à vontade para recorrer a vocês, se pressentirem ou se surgirem problemas. Este diálogo não se pode resumir a uma única conversa. tem de ser algo contínuo e regular. Uma boa estratégia é discutirem o assunto sobre os perigos e os riscos da publicação de fotos e vídeos nas redes sociais, através da visualização de filmes, de pequenas campanhas de prevenção(esta é uma extraordinária campanha desenvolvida pela Interpol aqui).

3. Seja um Exemplo a seguir

Começo por postar aqui um vídeo que demonstra a importância da educação parental pelo exemplo. Os nossos filhos são aquilo que vêm. Modelar os seus comportamentos é sem dúvida, a mais poderosa influência que pode dar aos seus filhos. Não chega conversar se depois não tem um comportamento adequado na sua vida familiar e online. Não deverá evidenciar comportamentos de cariz agressivo ou intimidatório como gozar, insultar ou difamar terceiros, não deverá utilizar o telemóvel enquanto conduz, não deverá ter o telemóvel às refeições. Se em casa estabelecer regras no uso dos aparelhos electrónicos, promovendo a relação, o vínculo, estará certamente a transmitir a ideia do que é importante: a comunicação cara a cara, o diálogo, o respeito e o afecto.  Como tal, é nisso que o seu filho vai acreditar à medida que vai crescendo e desenvolvendo a sua estrutura de personalidade. Os seus gostos pelo acesso à tecnologia vão estar lá e fazer parte da sua vida sim, mas de uma forma muito mais regrada e controlada.

4. Participe na Vida Escolar dos seus Filhos

Os pais, por norma, tendem a participar muito na vida escolar dos filhos em idade pré-escolar, mas à medida que eles vão progredindo pelos diversos ciclos de ensino, vão-se gradualmente afastando.

É muito importante que os pais conheçam os colegas de turma todos os anos, participem nas actividades desenvolvidas pela escola, marquem reuniões regulares com os professores. É necessário que percebam as dinâmicas da escola, a cada ano que passa. Por um lado, os filhos sentem-se compreendidos e protegidos, por outro, ao estarem mais presentes na vida escolar dos filhos, os pais, conseguirão perceber mais facilmente alterações que possam ocorrer entre os seus pares.

5. Atenção aos Sinais de Alerta

É de extrema importância que os pais conheçam os amigos dos filhos e os respectivos pais e que criem algumas ligações. Uma das formas de perceber como eles funcionam é proporcionar um ambiente em casa não muito “efeito polícia” para que o seu filho se sinta bem em levá-los lá para casa. Ao ter conhecimento da rede de amigos dos seus filhos, será mais fácil para si identificar alterações de comportamentos que possam ocorrer.

É de extrema necessidade que enquanto pais, estejam bem informados sobre o que é e como funcionam as redes sociais como o facebook, whatsApp, Instagram, Snapchat, entre outros. Saiba o que se diz sobre os seus filhos na Internet e o que estes dizem, fazem ou escrevem, criando alertas no Google, sendo amigo deles nas redes sociais, mas sem participar com likes ou comentários, pois isso poderá ser constrangedor para eles, principalmente na adolescência. Estar lá de forma invisível, mas atenta ao que se vai escrevendo.

Ensine o seu filho a proteger-se na Internet, nas suas redes sociais. Ensine-o a bloquear ou denunciar determinadas pessoas que tenham comentários, imagens ou vídeos inapropriados.

Aconselho vivamente a leitura deste livro . Lá terão toda a informação necessária sobre o mundo do cyberbullying, escrito para pais e educadores.

Mas acima de tudo, é necessário existirem pais informados e participativos na vida escolar dos seus filhos. A desculpa que dão de não terem tempo ou não saberem navegar na Internet ou andarem pelas redes sociais não pode existir. É muito, muito importante que os pais conheçam e usem a tecnologia a seu favor para poderem ensinar através do exemplo.

 

Vera Oliveira

psicopedagogia

Como Motivar para o Estudo?

Agora que as aulas estão a começar há que pensar e planear o que é que vão mudar na vossa forma de educar para o estudo. Pais e professores. O que é que correu mal, no ano lectivo passado? Porque é que no momento de estudar, acontecia sempre discussão, gritos e castigos? A moeda final, acabou por ser a lei das ameaças, das promessas “se estudares, dou-te algo” ou “se tirares boa nota dou-te algo” e o “tem de ser ponto”.

Este ano será diferente. Vamos lá então reflectir na forma como vemos o processo educativo. Continue reading “Como Motivar para o Estudo?”

psicopedagogia

Recomeços Escolares – Setembro… Um mês para amar ou odiar?

Quando as aulas terminaram em Junho, muitas crianças e pais descansaram tendo ficado satisfeitos com os resultados escolares finais. Em Setembro, irá surgir a alegria de voltar novamente à escola para rever os amigos e aprender mais coisas boas (para as crianças) e, para os pais irão surgir as preocupações normais: comprar material escolar, eventualmente acontecer uma mudança de escola com a mudança de ciclo e voltar à rotina de sempre.

Porém, existe uma fasquia considerável de crianças e pais que vivem dilemas acrescidos. No final de ano que passou, alguém ficou retido, alguém passou mas com dificuldades na leitura ou escrita ou aritmética, alguém passou com uma ou outra negativa que persiste.

No ano lectivo que passou, alguém teve muita dificuldade para aprender, pouca motivação para estudar e muita frustração por não conseguir alcançar o pretendido. Muita dificuldade para estar atento, para fazer os trabalhos de casa, muito choro para não ir à escola. Muitas chamadas de atenção do professor, algumas reuniões a alertar para as dificuldades que se manifestavam no aluno.

O mês de Setembro, não trará grandes alegrias para esta criança que volta à escola, nem para os pais angustiados que consideram que o seu filho não gosta de estudar e nada conseguem fazer para o mudar.

“É preguiçoso”, “Não gosta de estudar”, “Porta-se mal na sala de aula”, “Perturba a dinâmica da sala de aula”, “Tem que estudar mais”, “Não tem métodos de estudo”, “quando quer até lê bem”, “Quando está atento, consegue fazer bem à primeira”, “Já o coloquei em explicações, mas nem assim”,… Poderia continuar num sem fim de frases que pais e crianças ouvem, que têm dificuldades de aprendizagem.

Para os pais que se identificam com estes discursos e que vivem momentos de angústia, por não saber o que fazer pelo seu filho que tem dificuldades em aprender, tenho algumas coisas a dizer-vos:

  • O vosso filho, muito provavelmente, terá alguma dificuldade de aprendizagem específica. O “síndrome da preguiça” como costume chamar é apenas um sintoma dessa dificuldade;
  • O vosso filho está em sofrimento e precisa de ajuda especializada. Uma criança com um desenvolvimento cognitivo e emocional normal, que quer aprender mas não consegue e não percebe o porquê, vai ficar revoltado, vai frustrar, vai desmotivar, vai desinteressar-se, vai desinvestir;
  • O vosso filho vai estar mais desatento, vai estar com um comportamento alterado, pois não consegue sentir prazer nas tarefas escolares, nem tirar significado do que faz e como o seu cérebro ainda está a desenvolver-se, a capacidade para saber lidar com a frustração ainda é baixa;
  • O vosso filho precisa que alguém se sente com ele e lhe explique o que se passa dentro da sua cabecinha, o que acontece no seu cérebro quando quer juntar as letras e não consegue ler. Precisa de entender para compreender e acalmar a sua frustração;
  • O vosso filho precisa de estratégias, formas e métodos diferentes de aprendizagem, que farão mais sentido ao seu cérebro;
  • O vosso filho precisa de professores e pais informados para se sentir compreendido;
  • Vocês pais precisam de alguém que vos explique o que é isto das Dificuldades de Aprendizagem;
  • Vocês pais precisam de tirar a culpa de cima de vocês.
  • Vocês pais precisam de alguém que vos oriente.

As Dificuldades de Aprendizagem na leitura (Dislexia), na escrita (Disortografia) ou no Cálculo (Discalculia), existem, são reais. E as crianças que apresentem estas dificuldades, precisam de ser avaliadas para serem, em primeiro lugar, compreendidas e de seguida, orientadas, ajudadas. A frustração e desmotivação só irão aumentar, à medida que os anos lectivos avançam.

Quantos de vocês pais, quando tiveram a idade dos vossos filhos, não tiveram colegas de escola que simplesmente não aprendiam e desistiam da escola por “serem burros”, “a escola não ser para eles”? Se calhar, vocês próprios tiveram dificuldades de aprendizagem e seguiram os estudos com muita dificuldade, sempre detestando a escola.

Não deixem que mais um ano lectivo passe. É possível reatar o gosto pela escola, pela aprendizagem, com as orientações certas!

Para avaliação psicopedagógica, visite o meu site http://www.veraoliveira.com.pt

 

 

Vera Oliveira

 

psicopedagogia

As férias e os TPC’s…

Como psicopedagoga nunca fui a favor de trabalhos escolares em tempo de férias. Por isso é que se chamam férias. Para se descansar do ritmo alucinante e da carga horária excessiva das aulas e matérias. Para se fugir à rotina escolar. Para brincar, dormir e não fazer nenhum.

Se nós adultos quando estamos de férias, desligamos ou tentamos desligar ao máximo, das nossas tarefas profissionais, para quê? para descansar e recarregar baterias,  por que raio os miúdos não hão-de fazer o mesmo? Continue reading “As férias e os TPC’s…”

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Os tablets, a televisão e as crianças. O que diz a ciência?

Mal os filhos nascem, é a televisão que muda eternamente para o baby TV e Panda, são as musiquinhas e jogos interativos no tablet, para por um lado, termos tempo para tratar de nós enquanto ficam colados ao ecrã, ou porque é mais fácil entreter o bebé que chora ou a criança irrequieta, ou por outro, porque achamos que é estimulação boa que estamos a dar aos nossos filhos.

Ora bem, vamos então falar um pouco sobre o que a ciência diz. Isto porque, nesta área o que vejo, é pouco bom senso. Televisão demasiado tempo ligada (mesmo que seja “só” a fazer barulho de fundo) e demasiado tempo de tablet à frente de uma criança.

Eu sei… é mais fácil termos uma criança entretida com o tablet nas refeições, enquanto estamos a conversar com alguém ou enquanto estamos a falar ao telemóvel, por exemplo. “É só por um bocadinho! Não faz mal a ninguém!” pensamos nós. Eles ficam calmos e serenos (achamos nós) e nós satisfeitos por toda a calma e tranquilidade que estes aparelhos passam para as nossas crianças. O perfeito babysitter. Mas se formos juntar todos esses “bocadinhos” ao longo do dia, ficarão assustados com o número total de horas que vai dar no final. Continue reading “Os tablets, a televisão e as crianças. O que diz a ciência?”

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Psicomotricidade e Dificuldades de Aprendizagem

No post anterior O que os pais precisam de saber sobre a Psicomotricidade explicou-se o que era a psicomotricidade e os seus elementos principais.

Hoje irei falar sobre as principais dificuldades de aprendizagem que podem surgir quando o desenvolvimento psicomotor não decorre dentro do esperado.

A praxia é a função que permite a realização de gestos coordenados e eficazes e  resulta da integração sistémica de processos motores, processos afetivo-emocionais e também de processos cognitivos.

A noção de praxia está associada à noção de aprendizagem, de experiência, de repetição variada, de treino para ganhar automatismos e flexibilidade.

“só nos podemos tornar pianistas tocando assiduamente piano” Continue reading “Psicomotricidade e Dificuldades de Aprendizagem”